quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Criando Verdades - Pamplonão parte I (ou final, quem sabe)


        Único, assim era o fantástico Atelier de pintura da Escola de Belas Artes da UFRJ que me lembro, o lendário Pamplonão, um lugar excepcional que nos abrigava com sua graciosa arquitetura, de paredes douradas, espaços ornamentados com réplicas fiéis em mármore e bronze de esculturas  vistas somente no Louvre, alem de uma belíssima iluminação, tinhamos  a companhia do agradável perfume das flores dos jardins suspensos, do ar puro e refrescante da límpida Baia de Guanabara, e alem de tudo o importante apoio e magistral assessoramento dos inúmeros e excelentes grandes mestres magníficos Gênios da pintura (editora Abril) que lá habitavam, passando-nos seus vastos e significativos conhecimentos e impressionantes técnicas artísticas aos novos Rembrandts, Cézannes e Malevitchs tupiniquins do novo século, o XXI. Tudo era muito intenso e grandioso nada fugia aos sentidos, era uma das provas vivas e espaciais de genialidade humana.
    Podia-se ouvir ao longe, o som hipnótico dos lagos artificiais repletos de carpas  dinamarquesas  cercada  de Ninfas, Sátiros e arvores frutíferas oriundas da Europa, e  gorjeios de aves como garças, gaivotas e faisões que passeavam pelo imenso jardim que existia alem dos vitrais. Não posso deixar de mencionar aqui os esplendorosos  Toilets,  com suas louças estilo Rococó datadas do século XVIII em ouro e prata, o feminino com temas Afroditianos  e o masculino com a temática Apolínea; Sempre havia um ou dois alunos que preferissem apresentar algum trabalho performático ou instalação num dos banheiros. Lembro-me que ao adentrar pela primeira vez o atelier, receoso, fiz o possível para controlar a pressão que meus pés exerciam ao pisar o macio chão, de madeiras que de tão  envernizadas e bem polidas, podia-se, nele, muito facilmente fazer uma refeição sem maiores problemas higiênicos, sendo assim não queria ver minhas pegadas marcarem o assoalho de mogno sagrado daquele imenso espaço que era a casa de Minerva.

Para finalizar essa viagem ao passado torno-me a lembrar e menciono os nomes da incrível seleção  docente que em minha época estavam: Marcelo Duprat, Suzi Coralli, Júlio Sekiguchi, Nelson Gonçalves, Aurélio Nery, Lourdes Barreto, Carlos Zílio, Romário e Edmundo; Tudo isso enquanto caminhávamos velozes rumo a desconhecido em nossos impecáveis cavaletes de Muiracatiara.

domingo, 4 de janeiro de 2009

manifesto Zoation Painting

"Zoation Painting": la pintura de Broma.


Cinco artistas brasileños muestran fotos, pinturas, vídeos y instalaciones en La Paz


Zoação - zoar - jerga carioca para bromear. Su sentido puede ser específico como " zoar alguien " (hacer bromas con alguién) o más amplio como en "sair para zoar" (salir a divertirse), o ser "zoador" (ser chistoso). Zoação como una forma de ver la vida o un estado de ánimo: alegría de vivir con una cierta ironía en medio del caos del tercer mundo.


Zoation Painting nació en el Pamplonão, taller colectivo de pintura, un lugar lleno de polvo en la Escuela de Bellas Artes, - construcción gris y modernista en una isla en Río de Janeiro - Creció como planta por las paredes de la universidad y se alimentó en gran parte del mantenimiento deficiente de los materiales de la institución pública: restos de madera, fotocopias, mobiliario escolar roto y hasta pianos .

Nosotros, Bruno Miguel, Contente, Gabriela, Pontogor y Vijai vivimos en diferentes puntos de la zona norte de la ciudad, un área conocida por generar buenos músicos, la cuna del samba y lejana de la playa y lugares de interés turistico. Mucha gente, calor y el tráfico caótico. Crecemos buscando diversión en otras partes de la ciudad, o inventando, como ahora.

Nosotros, pintores de zoação usamos el material que nos aparece y lo transformamos en instrumento crítico frente a los sabios con la mirada puesta sólo para los grandes centros de arte del primer mundo. Hemos leído en las entrelíneas de los libros de arte: "La diversión está ocurriendo en otros lugares”. Reescribimos la historia del arte a nuestra manera: a groso modo y nos pusimos en el centro del mundo. Somos negros, indios y mestizos...americanos, pero no del norte. De ahí el nombre, rápido juego con el Action Painting, los héroes de la pintura norte-americana del siglo pasado. Trajimos la alegría de vivir para el aquí y ahora. Nunca seremos como Malevitch, Cézanne, Matisse o Pollock. Seremos otros. Asi nos parece más placentero vivir y pintar.

Contente

convocatória

Atenção senhores artistas, críticos e professores,

Venho por meio desta, convidar os senhores, com as mais cordiais das intenções, a participar do projeto que se inicia.
- E qual seria o projeto?
A priori, não mais do que a produção de textos, conversas, debates, entrevistas, chats e afins sobre pamplonão a partir de meados da década de 90 até os dias atuais.
entendam por "Pamplonão" o que queiram. acho que textos e reflexões podem ser sobre:
os artistas que por lá passaram,
o momento histórico,
a universidade e a escola de belas artes,
os trabalhos,
os grupos,
professores e alunos,
os nelsons e os cafofos,
pintura e desenho,
intervenção,
fotografia,
resistência,
precariedade,
paredes pintadas e telas em branco;

Enfim, a intenção é a de abrir o leque de possibilidades, não restringir a nenhum ponto específico. Os textos serão aceitos em formato de romance, crônica, acadêmico, soneto, prosa, canção e como o autor achar interessante, não há um formato nem tamanho pré definido, quem quiser enviar mais de um texto sinta-se a vontade, quem não quiser enviar, mas quiser ler também é bem- vindo.
Pretendo com essa iniciativa, documentar um momento, registrar pensamentos, definitivamente de um não-coletivo, apesar da divisão em dados momentos em grupos. (que eu me recorde o único grupo que se afirmava como coletivo era o Tormentaa, mas posso estar errado). A idéia não é rotular uma geração, mas sim entender os fatores que levaram tantos artistas que por lá passaram a desenvolver bons trabalhos, entender o que o atelier oferecia aos artistas, e quem ganhava mais com essa troca. Terá sido o Pamplonão algo além de um lugar em que, por sorte ou destino, pessoas se encontraram e produziram?

Posteriormente desejo, se o debate se aprofundar e se os envolvidos aceitarem, levar a discussão a outros níveis. Convidando outros criticos e outras pessoas externas ao Pamplonão a escrever sobre a "causa".
Vejo como provável desdobramento a reunião desses textos, respeitando sempre seus autores, em formato de livro, caderno, apostila ou qualquer outro. E deixo aberto o convite para quem estiver disposto a ajudar nessa parte, deixo claro que eu não serei "autor" do livro, no máximo quem está reunindo textos e isso pode ser feito por mais pessoas.

Peço que os que tenham fotos, desenhos, registros de exposições, manifestos ou qualquer material que tenha algo a ver com a idéia, que divida com o grupo.

Solicito também que qualquer um com boa vontade e conhecimento suficiente abra um grupo de email para que a comunicação seja direta entre o grupo.

Muito mais futuramente acho possível a organização de uma exposição.
Mas um passo de cada vez.

Acho que a idéia é simples, fácil e urgente. penso que os pensamentos ainda estão frescos na cabeça de todos.
Qualquer aluno, professor ou artista que tiver interesse pode participar dessa primeira parte do projeto, entendo que não devemos restringir a um grupo específico se quisermos realmente fazer um bom trabalho, depois peneiraremos as idéias. Devemos convidar os que vivem no presente mas também os "Nelsetes", toda opinião e crítica é importante para desenvolver o pensamento.

Vou sugerir alguns nomes que me vem à cabeça num primeiro momento, porém não tenho o email da maioria, peço que quem tiver passe o email à frente.

Julio Sekigushi
Carlos Contente
Pedro Varela
Caloi
Gustavo Speridião
Cadu Oliveira
Soraia Miranda
Pontogor
Vijai Patchneelan
Romulo campos
Yghor Kerscher
Jacaré
Lourdes Barreto
Marcelo Amarelo
Thaiza
Fernando cabanas
Saci
Alvaro Seixas
Hugo Houaiek
Rafael Alonso
Gabriela Antunes
Riso Cambará
Dani
Pedro Sanches
Thiago Rocha Pitta
Romano
Alexandre Vogler
Cadu
Felipe Barbosa
Menudo
Carlos Zilio
Paulo Venâncio Filho
Guilherme Bueno
Sei que estou esquecendo um milhão de nomes, divido essa responsabilidade com quem for lendo o email.

Peço que se respeitem as opiniões de todos e que se mantenham o nível e os bons costumes durante todo o processo.

agradeço se quem for lendo e tiver interesse em participar enviar um email avisando.

um abraço a Todos,

Bruno Miguel